CRISTAL PERFEITO - A Trilha do Grande Veículo

Reflexões e Tradução do Sutra de Lotus para Português do Brasil por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo do original “The Wonderful Dharma Lotus Flower Sutra” Translated by The Buddhist Text Translation Society in USA.

V.1.1 Uma Nova Carga Parte 5

11 11UTC jun 11UTC 2007

Parte 5

No sentido de ilustrar a produção de partículas nesta teoria, nós consideramos, por exemplo, experiências de um “storage ring” onde colisões de feixes de e- e e+ produzem várias partículas-estado. Assim, o caso mais simples envolve a produção do par νe e νe- do vácuo e leva à reação:

e+ + e-(e+e-) + (νe- ne) = (e+ νe) + (e- νe-) = ρ+ + ρ - (9)

onde os pions ρ +e ρ - são estados profundamente ligados de dois órbitons, isto é,

ρ + = (e+ νe) , ρ - = (e- νe-) (10)

O próximo estado superior corresponde à energia de colisão do feixe onde ambos os pares (νe , νe-) e (νμ , νμ-) podem ser criados do vácuo e combinar (por várias leis de conservação) com e+ e e- para produzir:

e++ e- ® (e+e-) + (νe- νe) + (νμ- νμ) =

(e+ νe νμ-) + (e- νe- νμ) = μ+ + μ- (11)

onde os muons μ+ e μ- são criados como estados profundamente ligados de três órbitons.

Um significado teórico adicional para o modelo de partículas elementares acima, pode ser visto a partir da teoria considerando-se g = 0. A relatividade geral e a eletrodinâmica são válidas somente em cima ou além do horizonte magnético (onde g = 0). A região abaixo do horizonte magnético é o âmago da partícula e é descrita pela teoria da gravitação generalizada. Essa região é formada pela “condensação gravitacional” das cargas magnéticas parciais gn. Assim, a força gravitacional, indiferente de quão fraca ela possa ser, assume o papel de um “fermento” (levedura) para a formação de uma partícula. Para g = 0, todos os resultados da teoria existente são recuperados (princípio da correspondência) desta teoria geral quando o âmago da partícula (em vista dos infinitos discutidos anteriormente) é excluído da consideração e seu papel é representado ou por um esquema de “renormalização” ou pela teoria dos quarks e partons de partículas elementares.

V.1.1 Uma Nova Carga

11 11UTC abr 11UTC 2007

Parte 4

O conceito do fóton em si e seu spin, também não é necessariamente uma conseqüência da teoria quântica convencional apenas. A observação de um fóton requer a sua emissão ou absorção pela matéria. Assim, requer-se uma densidade material para se conceituar o fóton. Por exemplo, no caso da aniquilação de pares (e- + e+, etc.) em fótons, a conservação do momento angular do spin não induz necessariamente uma propriedade de spin aos fótons. Na presente teoria, a energia e momento de um fóton de menor massa resulta da integração da “densidade de carga magnética” sobre o espaço e tempo do par partícula-antipartícula “localizado”. A dependência do tempo da densidade de força localizada tem um finito mas curto comprimento de pulso, tal que o pacote de energia é produzido como soma de um número infinito de “freqüências parciais” vezes ђ. Assim, para a energia do fóton obtemos o resultado:

Eγ = ђ Σ n=0,1,2,… Wn = ђW (8)

onde a freqüência parcial Wn ou “energia parcial” En (=ђWn) representam a aniquilação da n-ésima camada magnética do par e- e e+. A presente criação do par de fótons cobriria um intervalo de tempo da ordem de rc / c ≈ 10-23 sec, rc é o tamanho médio da partícula e antipartícula.

Em princípio, todos os sistemas físicos, além dos órbitons e anti-órbitons, como, por exemplo, nêutron, muon, pion, etc.; bem como núcleo, átomos, moléculas, correspondem a solução de equações de campo não lineares numa simetria de espaço-tempo específica. Por exemplo, os neutros ou muons como estados profundamente ligados de três partículas, resultariam como soluções dependentes do tempo das equações de campo num sistema de coordenadas elipsoidal ou esfericamente simétrico.

Essas simetrias de campo são soluções também para as zonas de influência de defeitos em cristais.

Similares considerações podem ser estendidas aos mais complicados sistemas com maiores simetrias de espaço-tempo. As forças interatômicas e intermoleculares, tanto as atrativas como as repulsivas, podem, esperançosamente, ser explicadas não somente pela distribuição de carga elétrica e as correspondentes relativamente de curto alcance forças eletromagnéticas, mas também pelas forças de curto alcance contribuintes através do “acoplamento magnético” dos átomos e moléculas, respectivamente. Embora a extensão da distribuição das camadas magnéticas seja muito menor que o alcance infinito das forças eletromagnéticas e gravitacionais, elas podem ainda acoplarem-se nas distâncias moleculares. Assim, as chamadas forças nucleares correspondem ao acoplamento de camadas magnéticas das partículas para gn2 muito maior (isto é, pequenos valores de n) que aquele correspondente ao acoplamento atômico ou molecular (isto é, para grandes valores de n). Para gn2 maiores que aqueles da força nuclear ordinária, o acoplamento magnético de órbitons leva, através da formação de um estado profundamente ligado, a novos tipos de forças (convencionais ligações fracas) resultando na produção de uma infinita variedade de partículas-estado

V.1.1 Uma Nova Carga

22 22UTC mar 22UTC 2007

V.1.1 – Uma Nova Carga

Parte 3

Baseados no novo vácuo introduzido acima, podemos considerar fenômenos para curtas distâncias comparadas com os raios atômicos e nucleares, como, por exemplo, quando um elétron e um próton acoplam-se a muito altas energias. Um profundo estado de ligação do elétron e do próton pode ser produzido pelo acoplamento elétrico e magnético entre eles e um par νe e seu anti correspondente νe- são criados do vácuo.

 

n = e + p + νe- (2)

 

onde um nêutron é um estado profundamente ligado do p, e e νe-, com νe- sendo acoplado ao e e p através da sua camada magnética única. A instabilidade resultante tem a vida de um nêutron livre.

 

A segunda lei fundamental da conservação se refere ao momento angular do spin de um órbiton dado por:

 

(-1)s Σ n=0,1,2,… gn2 = (-1)s (1/2) ђc (3)

 

onde s = 0,1; e refere-se ao spin up e spin down; onde

 

gn2 = γn ђc (4)

 

Lim n→∞ γn = 0, Σ n=0,1,2,… γn = 1 / 2  (5)

 

Assim, de (4) nós vemos que a existência da carga magnética gn é uma conseqüência da ação quântica de ђ e, portanto, a estrutura dos órbitons, átomos e moléculas é um fenômeno quântico. A regra de soma do momento angular do spin para qualquer número de partículas que estão acopladas magneticamente é dada por:

 

Sz = ± [(1/2) ђ Σ n=0,1,2,… 1/c (gn + gn’ + gn’’ +...)2] 1/2 (6)

onde,

|gn| = |gn’| = |gn’’| = … (7)

 

É claro, do que foi exposto acima, que as direções do spin e sinais de gn são correlacionados. Assim, vemos que o conceito de momento angular do spin emerge como uma propriedade intrínseca que surge da estrutura de camadas magnéticas da partícula elementar. A existência do spin requer uma densidade de matéria representada, nesta teoria, como energia potencial devido às interações gravitacional, “magnética” e eletromagnética. Na teoria quântica convencional, o momento angular do spin atribuído a uma partícula puntiforme é obtido como um “efeito quântico” (isto é, ђ=0). Kursunoglu não considera isto como uma explicação do spin.

 

Kursunoglu, B. – A Non-Technical History of the Generalized Theory of Gravitation Dedicated to the Albert Einstein Centennial – Center for Theoretical Studies, University of Miami, Coral Gables, Florida 33124 – USA.

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V.1.1 Uma Nova Carga

24 24UTC fev 24UTC 2007

V.1.1 – Uma Nova Carga

Parte 2


A estrutura é determinada pelas três interações fundamentais: (1) interação gravitacional no âmago da partícula elementar, cuja intensidade é dada por Gm2 / ђc, onde G é a constante gravitacional universal e m é a massa de Planck e é da ordem de 10-5 gramas. As interações gravitacionais têm caráter de longo alcance; (2) interações eletromagnéticas, cuja intensidade é medida por e2 / ђc, onde e é a carga elétrica, têm caráter de longo alcance; (3) interações magnéticas, cuja intensidade é medida por gn2 / ђc (n = 0,1,2,…), têm caráter de curto alcance. As cargas magnéticas gn, que tendem a zero com o aumento da distância da origem (ou para n → ∞), constituem o núcleo dos órbitons (isto é, elétron, próton, elétron-neutrino e muon-neutrino) na forma de camadas estratificadas com sinais alternados e satisfazem a lei fundamental de conservação:

n=0,1,2,…∞ gn = 0 (1) ,

onde

gn < gn-1, n ≠ 0, Lim n→∞ gn = 0

A lei da conservação (1) implica em sucessivas blindagens da carga magnética das camadas que, por conseguinte, dá como resultado forças de caráter de curto alcance. O resultado implica ainda na ausência de monopolos. Em tudo o que foi posto acima, é assumido que os neutrinos νe e νμ têm massas pequenas (mas finitas) comparadas às dos elétrons e prótons. Os órbitons e anti-órbitons têm a mesma carga magnética contida gn, distribuída em seus núcleos de acordo com a lei da conservação, mas diferentes densidades de carga magnética nas camadas estratificadas. Para distâncias grandes comparadas a um raio atômico, o acoplamento entre um elétron e um próton é muito mais devido à atração coulumbiana, e o acoplamento magnético gn2 é deveras pequeno. No caso de um átomo de hidrogênio, a atração coulumbiana é contrabalançada pelas atrações e repulsões magnéticas que aumentam com o decréscimo da distância entre o elétron e o próton. Assim, ambos, elétron e próton induziriam “oscilações magnéticas” um no outro, com o elétron ocupando o estado de maior freqüência de oscilação.

No sentido de discutir estados de ligação mais profundos que os atômicos, nós precisamos definir o “vácuo” em torno dos órbitons. Cada órbiton carrega um vácuo em torno de si, consistindo de pares de órbitons com energia positiva e anti-órbitons com energia negativa.

Parece-nos como o par lacuna- intersticial num arranjo Cristalino onde o átomo oscilando em torno de sua posição de equilíbrio (transitoriedade) deixa atrás de si uma lacuna (não substancialidade), aniquilando-se mutuamente na freqüência de oscilação (caminho médio - vacuidade).


Assim, a energia total, o spin total, a carga elétrica total e a carga magnética total do vácuo são zero. Todavia, deve ser enfatizado que o vácuo tem uma energia gravitacional líquida positiva.

Essas assertivas estão em plena concordância com a idéia de um meio Cristalino “Perfeito” em seu estado fundamental.


Este tipo de vácuo é inteiramente diferente daquele obtido na eletrodinâmica quântica, onde a energia total do vácuo não se anula e, de fato, é infinita. Uma das conseqüências indesejáveis da última referência à chamada renormalização de carga, massa e energia própria infinitas, é que esta serve para dissimular as dificuldades fundamentais da eletrodinâmica quântica. Esse estado de coisas, a despeito do sucesso da eletrodinâmica quântica na explicação do fenômeno da radiação eletromagnética, leva à necessidade de esquematizar o núcleo das partículas elementares e, dessa maneira, eliminar a possibilidade de uma real compreensão de sua estrutura.

Kursunoglu, B. – A Non-Technical History of the Generalized Theory of Gravitation Dedicated to the Albert Einstein Centennial – Center for Theoretical Studies, University of Miami, Coral Gables, Florida 33124 – USA.

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V.1.1 Uma Nova Carga

12 12UTC fev 12UTC 2007

V.1.1 – Uma Nova Carga


Parte 1


Nos últimos anos passados, houve grande interesse na possível estrutura composta do próton. Consistiria o próton de três unidades fundamentais (quarks) portando cargas fracionárias cuja soma é exatamente +e, ou ele seria constituído de pontos infra-estruturais (partons) mantidos juntos por uma goma (gluons)? Tais modelos foram propostos sobre bases teóricas já antigas e uma intensiva pesquisa experimental sobre esses objetos tem falhado para descobri-los e, de fato, as experiências de colisão mencionadas acima, tendem a não confirmar esses modelos teóricos.

Kursunoglu inclinou-se a entender que a unidade das ciências naturais poderia ser melhor demonstrada numa teoria onde a realidade física completa seja representada por um simples conceito de campo. A fundamentação matemática para tal eventualidade foi proposta por Einstein e Schrödinger27 nos últimos anos 40 e primeiros 50. As equações de campo propostas por aqueles autores eram baseadas na generalização da teoria da relatividade geral de Einstein, mas eram ainda incompletas, uma vez que as equações não continham uma constante fundamental das dimensões de comprimento e não davam uma interpretação física para várias quantidades matemáticas contidas em suas teorias. Uma versão diferente da aproximação de Einstein – Schrödinger foi proposta por Kursunoglu em 1952 e levou, como uma conseqüência das considerações geométricas unicamente estabelecidas, a uma teoria contendo um pequeno comprimento fundamental r0. Descobriu-se então que para r0 = 0, a nova teoria se reduzia à teoria da relatividade geral de Einstein de 1916. A existência desse princípio de correspondência dava uma base firme para as interpretações físicas da teoria e, quem sabe, removia o maior estorvo para a construção de uma correta teoria do campo unificado.


No modelo do Cristalino, este comprimento fundamental seria o parâmetro da rede fundamental do universo.


Uma das conseqüências básicas da teoria era a emergência de um novo conceito de carga magnética, no qual o monopolo proposto inicialmente por Dirac, fosse descoberto não existir. A nova carga magnética desempenha um papel fundamental na compreensão da natureza das partículas elementares, núcleo, átomos e moléculas. Na longa corrida, a última estrutura de todos os sistemas naturais era baseada no nosso conhecimento da estrutura do e (elétron), p (próton), ne (elétron-neutrino), nm (muon-neutrino) e as suas correspondentes anti-partículas. Esse grupo de partículas se refere aos órbitons e anti-órbitons, respectivamente.

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V.1 A Idéia de Behram Kursunoglu

08 08UTC fev 08UTC 2007


V.1 – A Idéia de Behram Kursunoglu

A nova teoria da eletrodinâmica quântica dissimula a “verdadeira natureza” da carga elétrica e da massa que carrega essa carga na trama cinzenta daquilo que foi chamado “renormalização de carga e massa”. As equações da eletrodinâmica quântica que contém os parâmetros carga e massa não produzem de algum modo, em todos os casos, resultados observáveis finitos. Todos os cálculos que contém a massa e a carga, levam à respostas “infinito”, a menos que esses infinitos sejam embutidos de uma maneira engenhosamente formulada e sejam por “decreto” equacionados para os resultados finitos observados. Este era o conceito da “renormalização” e as regras para ele foram “logicamente” e “iniquamente” estabelecidas tal que qualquer um no campo computaria para qualquer processo eletromagnético (emissão, absorção, espalhamento de partículas e fótons, criação e aniquilação de partículas e anti-partículas, etc.) um resultado finito em boa concordância com a experiência. Isto era tão convincente que os mais renomados Físicos aceitaram como uma resposta final às dificuldades da teoria quântica relativística e adotaram a “renormalizibilidade” de uma teoria física como um princípio da física. Tudo isso foi feito à custa da lesão da mais “apaixonante” e interessante região da partícula elementar: sua constituição interior.

Por exemplo, na eletrodinâmica clássica, a energia potencial de uma partícula puntiforme com carga elétrica e é definida como e2/r, onde r é sua distância em relação a outra carga e. Assim, sua energia própria, isto é, a energia computada para r=0 é obviamente uma quantidade infinita. Energia própria na teoria quântica, como um problema de um “corpo infinito”, assume uma forma muito mais complicada e é, mesmo após o procedimento de renormalização, ainda uma quantidade infinita. Uma vez que a energia própria não aparece diretamente nos resultados calculados da eletrodinâmica quântica, os inventores do esquema de renormalização ocultaram-na sob o tapete e dessa maneira revelaram o fato de que a “renormalização” contornava dificuldades básicas da eletrodinâmica quântica sem resolver os problemas atuais.

Experiências têm demonstrado agora a existência de cerca de 200 partículas diferentes que interagem por via de algumas ou todas as chamadas quatro interações fundamentais conhecidas: forte, eletromagnética, fraca e gravitacional (mais fraca que a fraca). A massa, ou mais geralmente a energia, é a fonte do campo gravitacional e a sua esfera de influência como uma força de atração se estende a distâncias infinitas. Por essa razão ela é classificada como uma força de “longo alcance”. Para finalidades mais práticas, a influência da gravitação (mesmo se causada pela existência de massa) na proliferação de partículas elementares e no seu comportamento geral é ignorada. A carga elétrica é a fonte do campo eletromagnético e sua esfera de influência na forma de forças atrativas e repulsivas também se estende a distâncias infinitas e, assim, é um segundo exemplo fundamental de uma “força de longo alcance”. A razão da força eletromagnética entre duas cargas elétricas e com igual massa m para a força gravitacional entre as massas é dada por:

e2 / Gm2 = 1040 ,

onde m é a massa de um elétron e G é a constante gravitacional que aparece na lei de gravitação universal de Newton. Daqui se conclui que o erro que se comete ao desprezar a influência da força gravitacional no comportamento da partícula elementar é, sem dúvida, muito pequeno. Todavia, mesmo quando a interação gravitacional é omitida, o sucesso da eletrodinâmica quântica não poderia ser estendido a uma compreensão real das forças nucleares que agem somente sobre curtas distâncias, da ordem de 10-15 a 10-13 cm. Além disso, experiências realizadas com partículas como elétrons, prótons e fótons a muito altas energias (de 100 a 500 bilhões de eV) têm, sem qualquer sombra de dúvida, revelado que não somente partículas pesadas como o próton e o nêutron (barions), mas também uma partícula leve como o elétron (lepton), que tem massa 1 / 2.000 vezes a massa do próton, têm uma estrutura complexa (estendida) e, de fato, interagem fortemente a muito altas energias. Experiências têm dado assim, evidências indicando uma unidade básica de todas as interações. A intensidade e o alcance das interações fortes foram descobertas ser dependentes da energia e a forma dessa dependência lançam dúvidas em algumas das convicções mais aceitas como, por exemplo, que um elétron ou um fóton não exibem interações fortes.

O quadro emergente da breve discussão acima sobre o “status” atual do assunto, aponta para a unidade de todas as interações fundamentais. Esta indicação da unificação da física ou, mais geralmente, da ciência, tem um apelo estético e filosófico.

Nas três seções seguintes, Kursunoglu tentará resumir a evolução de alguns esforços e, em particular, concentrar-se-á mais nos últimos progressos feitos em sua própria pesquisa (teoria da gravitação generalizada) para conexão entre o menor (a partícula elementar) e o maior (o universo).

Kursunoglu, B. – A Non-Technical History of the Generalized Theory of Gravitation Dedicated to the Albert Einstein Centennial – Center for Theoretical Studies, University of Miami, Coral Gables, Florida 33124 – USA.

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V Uma História Não Técnica

03 03UTC fev 03UTC 2007

V – Uma História Não-Técnica da Teoria da Gravitação Generalizada Dedicada ao Centenário de Albert Einstein

Por volta do início dos anos 50, as duas mais fundamentais teorias da Física, relatividade e mecânica quântica, estavam bem estabelecidas. A mais simples e menor partícula elementar conhecida, o elétron, era, através do trabalho de Dirac, perfeitamente bem compreendida: sua interação com o campo eletromagnético, seu comportamento geral num átomo, e seu papel nos processos químico e molecular estava em meio às brilhantes descobertas da teoria quântica no geral e da eletrodinâmica quântica no particular. Todavia, havia então, ainda, pequenos detalhes na interação do elétron e do campo eletromagnético que emergiram das experiências de Willis Lamb25 com relação a alguns “desvios” menores nos níveis de energia de um átomo. Esses “pequenos” desvios das predições não poderiam ser absorvidos por simples modificações das teorias existentes. Essas experiências requeriam uma formulação “relativística especial” mais refinada da teoria quântica; isto é, eletrodinâmica quântica. A relatividade, como aplicada até então, não permitia uma estrutura estendida para os elétrons, mas um elétron puntiforme era o único modelo compatível com os postulados da relatividade especial. A despeito dessas falhas, Físicos teóricos como Feymann, Schwinger, Tomanaga, Dyson e outros, tiveram êxito na reformulação da eletrodinâmica quântica para uma tal maneira que os “infinitos” da velha teoria, oriundos parcialmente da descrição puntiforme do elétron e parcialmente do complexo comportamento quântico produzido pela exigência relativística, foram eliminados.



Kursunoglu, B. – A Non-Technical History of the Generalized Theory of Gravitation Dedicated to the Albert Einstein Centennial – Center for Theoretical Studies, University of Miami, Coral Gables, Florida 33124 – USA.

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IV.2 Uma Técnica para Fusão do Vácuo

27 27UTC jan 27UTC 2007

IV.2 – Uma Técnica para “Fusão do Vácuo”

Parte 4


“A força magnética entre duas partículas carregadas é descrita pela lei de Coulomb24: a força decresce com o quadrado da distância entre as cargas. Kogut, Wilson e Susskind argüiram que a força forte entre dois quarks coloridos comporta-se completamente diferente: ela não diminui com a distância, mas, permanece constante independente da separação dos quarks. Se seu argumento é válido, uma enorme quantidade de energia será requerida para isolar um quark. Separar um elétron da camada de valência de um átomo requer uns poucos eletronvolts. Desintegrar um núcleo atômico requer uns poucos milhões de eletronvolts. Em contraste com esses valores, a separação de um quark simples de apenas uma polegada do próton do qual ele é constituinte, requereria o investimento de 1013 GeV, energia suficiente para separar o autor da terra de uns 30 pés. Muito antes de tal nível de energia ser alcançado, um outro processo interviria. Da energia fornecida no esforço para extrair um quark simples, um novo quark-antiquark se materializaria (do vácuo). O novo quark substituiria aquele removido do próton e reconstituiria a partícula. O novo antiquark associar-se-ia ao quark deslocado, fazendo um meson. Ao invés de isolamento de um quark colorido, tudo é resumido na criação de um meson incolor.

“Se esta interpretação do confinamento do quark é correta, sugere-se uma engenhosa maneira de terminar a regressão aparentemente infinita da estrutura fina da matéria. Átomos podem ser analisados em elétrons e núcleo; núcleos em prótons e nêutrons; e prótons e nêutrons em quarks. Entretanto, a teoria do confinamento do quark sugere que a série para aqui. É difícil imaginar como que uma partícula poderia existir numa estrutura interna se a partícula não pode ser criada.”

A tentativa feita com a hipótese do “bootstrap” para deter a infinita regressão no nível dos hadrons, falhou por causa dos quarks. O confinamento do quark deve ser uma forma de encerrar a série para o nível da matéria que alcançamos, mas ele é ainda um trabalho hipotético, embora atrativo.


Na teoria do modelo do Cristalino, acredito que há um limiar de energia para o estudo das partículas elementares através da análise (isto é, por cisão e isolamento e confinamento), a partir do qual passa a ocorrer a fusão do Cristalino, excitando partículas de semelhante natureza daquelas que se pretende isolar da estrutura mais complexa que, segundo o modelo, tiveram sua origem nas interações dessas partículas primas. Essas partículas primas, nos primeiros instantes do Universo, teriam se associado através das ligações fortes, fracas e eletromagnéticas, constituindo os átomos, moléculas etc.; e através das interações gravitacionais, vieram constituindo as entidades do macrocosmo. É claro que a hierarquia das interações submete-se ao seguinte comando: sendo o tamanho da entidade comparável ao alcance da interação, predomina a interação de alcance imediatamente superior e, portanto, mais fraca.


Amaldi, U. – Particle Accelerators and Scientific Culture – CERN-79-06, Experimental Physics Division, July, 12 1979 – Genova – Italy.

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IV.2 Uma Técnica para Fusão do Vácuo

23 23UTC jan 23UTC 2007

IV.2 – Uma Técnica para “Fusão do Vácuo”

Parte 3

A hipótese de cores não só multiplica a razão R por três, colocando-a de acordo com as observações experimentais, mas é também útil na explicação de outros fenômenos observados e abre caminho para um profundo conhecimento das interações fortes e da falta de observação de quarks livres. (Aqui pode ser desenvolvido um raciocínio analógico sobre a possibilidade de serem os quarks os constituintes de um Cristalino, a partir dos quais, pela fusão em determinadas condições, são criados os hadrons. O modelo do Cristalino, em princípio prevê constituintes de uma única espécie que, todavia, tem suas manifestações diversificadas pelo nível de excitação ou simetria. Esta seria uma explicação para outros tipos de partículas como os leptons, que podem ser igualmente excitadas do vácuo tendo como mediadores – tanto os leptons como os hadrons - os fótons e weakons). Para descrever as idéias desta recente e ainda hipotética teoria das interações fortes, é necessário introduzir um novo rótulo para os quarks: flavour. Desnecessário dizer que ele nada tem a ver com os sabores dos objetos macroscópicos; dizemos que os quarks aparecem em três sabores e cada sabor tem três cores.

Tomando de Sheldon Glashow22 a descrição da ainda especulativa teoria da cromodinâmica quântica, que faz uso de dois atributos, cor e sabor, para rotular os quarks, ou melhor, os campos fundamentais da natureza: “Nós podemos propor uma questão fundamental: o que explica o postulado de que todos os hadrons devem ser coloridos? Uma aproximação incorpora o modelo de cor dos hadrons numa classe de teorias chamadas teorias de gauge. A teoria de gauge em cores postula a existência de oito partículas sem massa, às vezes chamadas gluons, que são portadoras da força “forte”, assim como o fóton é portador da força eletromagnética. Gluons, como os quarks, não foram detectados. Quando um quark emite ou absorve um gluon, o quark varia de cor mas não seu sabor. Por exemplo, a emissão de um gluon pode transformar um quark vermelho num azul ou amarelo, mas não num quark de outro sabor. Uma vez que os gluons coloridos são os quanta das ligações fortes, segue-se que a cor é o aspecto dos quarks que é mais importante nas ligações fortes. A teoria de gauge colorida propõe que a força que mantém juntos quarks coloridos, representa o verdadeiro caráter da ligação forte. A mais familiar interação forte dos hadrons (tal como a ligação de prótons e nêutrons no núcleo) é uma manifestação da mesma força fundamental; mas, as interações dos hadrons incolores não são mais que uma remanescência da interação fundamental entre quarks coloridos. Assim como forças de Van Der Waals23 entre moléculas é somente um leve vestígio da força eletromagnética que liga o elétron ao núcleo, a força forte observada entre hadrons é somente um vestígio daquela que está operando dentro de um hadron individual.

Amaldi, U. – Particle Accelerators and Scientific Culture – CERN-79-06, Experimental Physics Division, July, 12 1979 – Genova – Italy.

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IV.2 Uma Técnica para Fusão do Vácuo

19 19UTC jan 19UTC 2007

IV.2 – Uma Técnica para “Fusão do Vácuo”

Parte 2


O elétron e o pósitron, cada um carregando a energia E, na aniquilação produzem um fóton de energia 2E, que está em repouso no laboratório porque inicialmente o elétron e o pósitron têm velocidades iguais e opostas. O fóton é virtual porque sua energia e momento são completamente descasados (não conservados em virtude da ausência de um campo forte para o recuo), e ele pode existir somente por um tempo que é da ordem de ђ/2E. Para 1.5 GeV este tempo é tão pequeno quanto 2 x 10-25s; isto é, é muito menor que os tempos típicos das interações fortes. A brevidade deste tempo não permite a produção de hadrons normais (tais como pions, kaons ou prótons) porque eles estendem-se no espaço sobre dimensões da ordem de 1 fm, e necessitam tempos da ordem de 10-23s para serem criados. Isto não afeta, todavia, a produção de leptons e, em particular, de pares de muons, que são certamente menores que um centésimo de fermi. Antes das experiências começarem, foi predito que a razão R (dada pelo número de eventos nos quais hadrons são produzidos pelo número de eventos nos quais o par m+m- é produzido) deveria ser muito menor que 1/10. Os resultados obtidos mostraram que nesta faixa de energia, R é da ordem de 2.

Esses resultados devem ser qualitativamente compreendidos, dizendo-se que o fóton virtual não produz hadrons (que possuem extensão espacial), mas pares de quark-antiquark, os quais, sendo puntiformes, comportam-se como pares de muons e sucessivamente fragmentam-se nos hadrons observados. Todavia, essa disposição não concorda quantitativamente com os dados experimentais porque os pares de quarks que podem ser criados possuem cargas elétricas de 2/3, 1/3 e 1/3 da carga de um muon. Uma vez que a probabilidade de produção é proporcional ao quadrado da carga, a razão R é esperada ser igual a (2/3)2 + (1/3)2 + (1/3)2 = 2/3, ao invés do valor 2 observado. Essa contradição seria muito embaraçosa para a interpretação do quark, não fosse um novo conceito introduzido em 1964 por Oscar Greenberg21. Sobre o novo conceito ele escreveu: “A nova propriedade é chamada color, embora nada tenha a ver com visão ou cor dos objetos no mundo macroscópico; neste contexto, color é meramente um rótulo para uma propriedade que expande o conjunto original dos quarks de 3 para 9. Cada quark do tripleto original pode aparecer em uma das três cores , ditas vermelha, amarela ou azul. Todas as versões da teoria do color assumem que nos barions conhecidos, as três cores dos quarks estão igualmente representadas; como resultado, a partícula não exibe nenhuma cor. Similarmente, os mesons são feitos de iguais proporções de pares quark-antiquark vermelho, amarelo e azul, e são também incolores.”

Amaldi, U. – Particle Accelerators and Scientific Culture – CERN-79-06, Experimental Physics Division, July, 12 1979 – Genova – Italy.

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