CRISTAL PERFEITO - A Trilha do Grande Veículo

Reflexões e Tradução do Sutra de Lotus para Português do Brasil por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo do original “The Wonderful Dharma Lotus Flower Sutra” Translated by The Buddhist Text Translation Society in USA.

O Estabelecimento Pacífico no Dharma Original

21 21UTC ago 21UTC 2007

Além disso, ele não deve praticar fazendo distinções do que sejam doutrinas superiores, medianas ou inferiores;

nem doutrinas condicionadas ou incondicionadas,

doutrinas verdadeiras ou não verdadeiras.

Ele não deve fazer distinções entre homens e mulheres;

ele não deve tentar dominar quaisquer fenômenos,

nem deverá tentar conhecê-los ou percebê-los.

Isto é o que se conhece como regra da prática do Bodhisattva.

Todos os fenômenos, quaisquer que sejam,

são vazios, não-existentes,

sem permanência,

sem nascimento ou extinção;

isto é o que se conhece como regra de associação de um Sábio[1].

É em razão da retribuição pela discriminação que os fenômenos vêm a existir ou a não existir,

que os faz parecerem reais ou irreais,

criados ou extintos.

Se, num lugar tranqüilo,

ele cultiva e depura seus pensamentos,

permanecendo em paz,

imóvel como o Monte Sumeru,

contemplando todos os fenômenos como sem existência própria,

como se fossem um espaço vazio,

sem nada rígido ou sólido,

sem nascimento, nem evolução,

imóveis, sem refluxo;

estabelecendo-se sempre no único e verdadeiro aspecto do todos os fenômenos,

esta é a chamada regra de associação.

Se um Monge, após o meu Nirvana,

submeter-se a esta regra da prática e a esta regra de associação,

quando ele pregar este Sutra,

ele não terá receio.

Quando um Bodhisattva adentra um quarto quieto,

e através de uma meditação correta contempla os fenômenos de acordo com os princípios desta doutrina,

ao despertar da concentração Dhyana ele poderá ensinar,

converter e expor este Sutra em benefício de reis,

príncipes, altos ministros,

Brahmans e outros;

pregando o Sutra com uma mente tranqüila e sem receio.

Manjushri,

a isto que se chama estabelecimento pacífico do Bodhisattva no Dharma original,

e assim ele poderá, na era futura,

pregar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa”.

[1] Conclui-se pelo primeiro conjunto de regras para as práticas bem sucedidas, que não deve haver qualquer distinção entre os fenômenos e, portanto, não se deve procurar a Grande Lei através da análise, da classificação e individualização dos mesmos. A rigor, isto seria o que o Buda chama de “retribuição pela discriminação”.

Extraído do CAP. 14: Conduta para a Prática Bem-Sucedida.

A Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos

16 16UTC ago 16UTC 2007

“Além disso, Bodhisattvas Mahasattvas devem contemplar a verdadeira entidade de todos os fenômenos como sendo a vacuidade, sem lado de cima ou de baixo, imóveis, sem refluxo e sem rotação. Sendo como o espaço vazio, (todos os fenômenos) são sem natureza, desprovidos de língua, não vindo a ser, não deixando de ser, não emergentes, sem nome, sem uma aparência, como se na realidade não existissem, sem dimensão, sem limites, sem impedimentos e sem obstruções. Eles, os fenômenos, existem apenas em razão das causas e relações e são produtos da retribuição[1]. Portanto, digo que estar constantemente deleitando-se na contemplação de tais características dos fenômenos é chamada segunda regra de associação de um Bodhisattva. [2]”

[1] No Capítulo Doze – Devadatta, a filha do Rei Dragão, demonstrando ser capaz de atingir a iluminação num instante, recita os seguintes versos: “Tendo compreendido profundamente os aspectos das ofensas e das bênçãos, pelo seu polimento através das dez direções, agora o maravilhoso e puro Corpo da Lei está completo…”.

[2] Essa segunda regra a que um Bodhisattva Mahasattva deve se associar para expor o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, consubstancia aquilo que o Buda anteriormente referiu-se como “ocupar o assento do Tathagata”, ou seja, ter a percepção de todos os fenômenos como sendo a vacuidade.

Extraído do CAP. 14: Conduta para a Prática Bem-Sucedida.

As Profundas Práticas de um Mahasattva

10 10UTC ago 10UTC 2007

O Buda disse a Manjushri. “Se um Bodhisattva Mahasattva deseja pregar este Sutra na futura era da maldade, ele deve estabelecer-se seguramente nas quatro Leis (monásticas). Primeiro, restringindo-se às regras das práticas e das associações próprias de um Bodhisattva, ele estará apto a expor este Sutra para seres viventes”.

“Manjushri, o quê significa restringir-se às regras das práticas próprias de um Bodhisattva Mahasattva? Se um Bodhisattva Mahasattva baseia-se na paciência, é gentil e complacente, não impetuoso ou volúvel; se o seu pensamento não é sobressaltado; e se, além disso, ele não pratica em observância a uma determinada lei, mas ao invés contempla os aspectos de todas as leis como elas realmente são – isto é, sem fazer qualquer discriminação ou distinção entre elas – a isto se chama restringir-se às práticas de um Bodhisattva Mahasattva[1]”.

[1] Em resumo, essas são as primeiras normas básicas para a prática bem sucedida de um verdadeiro Bodhisattva Mahasattva. Evidentemente, espera-se esta conduta do Bodhisattva mesmo diante dos três poderosos inimigos citados no Capítulo 13 – Exortação para Abraçar o Sutra. Naquele capítulo, os Bodhisattvas Mahasattvas admoestam sobre as dificuldades de abraçar o sutra numa era maligna vindoura e fazem seus votos de assim o fazer no mundo Saha.

Extraído do CAP. 14: Conduta para a Prática Bem-Sucedida.

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://muccamargo.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.