COMENTÁRIOS CAPÍTULO X.7
28 28UTC mar 28UTC 2007
Se o pregador da Lei estiver sozinho num lugar inabitado,
onde não exista nenhum som humano,
e estiver lendo e recitando este Sutra,
eu então me manifestarei num puro e radiante corpo[1].
Se ele esquecer uma simples passagem ou sentença,
eu o relembrarei tal que ele o recite continua e suavemente.
Quer pessoas de tais virtudes preguem para a Assembléia dos Quatro Tipos de Crentes,
ou recitem o Sutra num lugar deserto,
todas elas verão a mim.
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[1] Reiterada mais adiante, onde o Buda afirma “todas elas verão a mim”, esta é uma promessa solene que nos alegra profundamente só em meditar sobre ela. Todavia, vivemos num mundo conturbado com as nossas mentes apegadas às ilusões da vida mundana. Vivendo em lugares densamente ocupados, em ambientes poluídos sonora e visualmente, cenários de violência, contendas e conflagrações intermináveis, poços da inveja e do ódio; ficamos cada vez mais privados de um lugar apropriado para a meditação e, consequentemente, privados da percepção da paz e da pureza de todas as coisas. Essa promessa do Buda, do Honrado pelo Mundo, nos instiga a almejar sair deste lugar atormentado e de sofrimentos sem fim que é o mundo que construímos com base na ambição e no desejo, e que é como uma casa em chamas.
N.T. As notas e comentários introduzidos nesta tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para a língua portuguesa falada no Brasil são da autoria e inteira responsabilidade de seu tradutor Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.






