COMENTÁRIOS CAPÍTULO X.6
24 24UTC mar 24UTC 2007
COMENTÁRIOS - CAPÍTULO X.6
Aquele que prega este Sutra deve entrar no quarto do Tathagata,
vestir os robes do Tathagata,
sentar no trono do Tathagata e,
destemidamente, em assembléia,
expô-lo em detalhes.
Uma grande compaixão é o quarto do Tathagata,
gentileza e paciência são os robes do Tathagata,
o vazio de todos os Fenômenos é o trono do Tathagata.
Estabelecido nisto, aquela pessoa poderá pregar o Dharma[1].
Se, quando uma pessoa prega este Sutra,
alguém caluniá-lo com maledicências,
ou atacá-lo com espadas, bastões, cacos ou pedras,
aquela pessoa, relembrando-se do Buda,
resistirá a isso.
Em milhares de miríades de milhões de terras,
eu manifesto um corpo puro e sólido[2],
através de ilimitados milhões de kalpas,
pregando a Lei em prol dos seres viventes.
Se após a minha extinção,
houver alguém que possa pregar este Sutra,
eu enviarei por transformação os Quatro Tipos de Crentes,
Monges e Monjas,
bem como homens e mulheres,
com pureza de fé,
para fazerem oferecimentos ao Mestre da Lei.
Eu introduzirei seres viventes lá para ouvirem a Lei.
Se alguém desejar feri-lo,
com espadas, bastões, cacos ou pedras,
eu enviarei pessoas nascidas por transformação para ajudá-lo e protegê-lo.
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[1] As pessoas, para expor este sutra, devem estar imbuídas do desejo sincero de salvar as outras pessoas (com grande piedade e compaixão), nutrir por elas um profundo respeito (tratando-as com gentileza e paciência), fazê-lo com consciência, desapego aos valores mundanos, e livre das ilusões que os mesmos representam (vacuidade de todos os fenômenos). Em sua escritura intitulada “A Origem de Urabon”, Nitiren Daishonin afirma: “Os espíritos famintos devoradores da Lei renunciam ao mundo para propagar o Budismo somente porque pensam que, se propagarem a Lei, as pessoas os respeitarão. Buscando a fama e a fortuna mundanas, gastam toda a sua presente existência tentando superar os outros em tudo. Eles não ajudam as pessoas e nem tentam salvá-las, nem mesmo os seus próprios pais. Tais indivíduos são denominados espíritos famintos devoradores da Lei, ou aqueles que usam a Lei para satisfazerem seus desejos”. Entenda-se como Lei este Sutra de Lótus, o qual ensina a natureza de Buda inerente a todas as pessoas sem distinção. Aqueles que desta Lei procuram obter benefícios pessoais e, considerando-se superiores, agem arrogantemente sem piedade ou compaixão, destroem o exato âmago deste Sutra de Lótus, podendo ser denominados “espíritos famintos e devoradores da Lei”.
[2] Portanto, intangível (puro), incorruptível e inatacável (sólido).
N.T. As notas e comentários introduzidos nesta tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para a língua portuguesa falada no Brasil são da autoria e inteira responsabilidade de seu tradutor Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.






