COMENTÁRIOS CAPÍTULO V.2
29 29UTC jan 29UTC 2007
Eu contemplo a tudo e a todos como sendo iguais,
sem ‘este’ ou ‘aquele’ e sem sentimentos de amor ou ódio.
Eu não tenho a ganância ou o apego,
e não tenho limites ou obstáculos.
Constantemente, para cada um,
eu prego o Dharma igualmente,
pregando para uma única pessoa como o faria para as multidões.
Eu constantemente exponho e proclamo a Lei,
e não tenho outro trabalho.
Indo, vindo, sentado ou em pé,
eu nunca me torno fatigado,
preenchendo todo o mundo como a umidade da chuva universal.
Aos nobres, aos humildes, aos superiores e inferiores;
àqueles observadores dos preceitos e aos violadores dos preceitos;
àqueles com as aptidões surpreendentemente perfeitas e àqueles imperfeitos;
àqueles com visões corretas e àqueles com visões distorcidas;
aos de aguçadas raízes e àqueles enraizados na estupidez;
eu envio igualmente a chuva da Lei sem nunca me cansar.
Todos os seres viventes que ouvem a minha Lei recebem-na de acordo com a sua capacidade,
pois esses seres residem em vários níveis[1].
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[1] Níveis neste caso têm a conotação dos estados básicos de vida em que podem se encontrar os vários seres viventes e as várias relações próprias desses estados. Na passagem acima, o Buda afirma não fazer distinção entre os seres, quaisquer que sejam as circunstâncias que cercam suas vidas. Este ensino ultrapassa aqueles baseados na distinção dos 10(dez) estados de vida, e que os consideram distintos. Isto não significa que essas diferentes condições de vida não existam; mas que são mutuamente possuídas por todos os seres. É isto que está a ser ensinado nesta passagem.
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N.T. As notas e comentários introduzidos nesta tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para a língua portuguesa falada no Brasil são da autoria e inteira responsabilidade de seu tradutor Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.






