CRISTAL PERFEITO - A Trilha do Grande Veículo

Reflexões e Tradução do Sutra de Lotus para Português do Brasil por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo do original “The Wonderful Dharma Lotus Flower Sutra” Translated by The Buddhist Text Translation Society in USA.

COMENTÁRIOS - CAPÍTULO II.6

30 30UTC nov 30UTC 2006

COMENTÁRIOS - CAPÍTULO II.6


“Shariputra, nos mundos das dez direções, não há sequer dois veículos, quanto mais três. Shariputra, todos os Budas aparecem no mundo manchado pelas cinco impurezas, quais sejam a impureza do kalpa (tempo), a impureza da aflição, a impureza dos seres viventes, a impureza da visão, e a impureza da vida. É por essa razão, Shariputra, que na era da confusão devida à impureza do kalpa, os seres viventes são pesadamente carregados de impurezas; por serem miseráveis, ambiciosos, invejosos e ciumentos eles plantam as raízes da insalubridade. Por esta razão, todos os Budas, através do poder dos meios hábeis, dentro do Veículo Único do Buda, fazem distinções e pregam como se fossem três”.

“Shariputra, se um discípulo meu autodenomina-se Arhat ou Pratyekabuda, mas nunca ouviu ou soube que de fato todos os Budas, os Tathagatas, somente ensinam e convertem Bodhisattvas, então ele não é um discípulo do Buda, nem é um Arhat, e nem um Pratyekabuda[1]”.

[1] Acredito ser esta a segunda grande admoestação do Buda neste sutra. O profundo significado desta passagem é que as pessoas (incluindo monges e monjas) que ouvirem, aceitarem e acreditarem neste ensino são Bodhisattvas. Apenas de presumirem que sejam arhats ou pratyekabudas, estarão destruindo a semente de sua própria iluminação; estarão contrariando o exato âmago deste ensino; obstruirão o caminho que as leva de encontro ao Buda. A frase “então ele não é meu discípulo, nem arhat nem pratyekabuda”, coloca essa pessoa como alguém de descrença incorrigível.

N.T. As notas e comentários introduzidos nesta tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para a língua portuguesa falada no Brasil são da autoria e inteira responsabilidade de seu tradutor Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.


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1 Comentário »

  1. Comentário por lenasansara — 30 30UTC nov 30UTC 2006 (6:57)

    Olha, estamos os dois nos posts mais recentes. Que bacana! Já te falei:
    Existo tanto quanto emudeço.
    Preciso estar além do meu contorno.
    Silêncio, como nuvem apareço.
    Transmuto e volto como num estorno.
    Não sou o sol nesta era que aqueço.
    Amainando do éter que trago morno.
    Meu brilho é tosco, mas reconheço que conquisto neste limbo meu forno.
    Neste espaço em que escorrego no fundo, sou líquido, em que a íris vira lua.
    Prossigo investigando no profundo a razão de nossa existência crua é não pensar pra além da própria abóbada, expulsando toda alma deste mundo.
    (SER)

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