CRISTAL PERFEITO - A Trilha do Grande Veículo

Reflexões e Tradução do Sutra de Lotus para Português do Brasil por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo do original “The Wonderful Dharma Lotus Flower Sutra” Translated by The Buddhist Text Translation Society in USA.

Trecho II - CAPÍTULO UM: INTRODUÇÃO

17 17UTC jul 17UTC 2006

Trecho II - CAPÍTULO UM: INTRODUÇÃO

Após o Buda ter pregado este Sutra, ele sentou-se em posição de lótus e entrou no Samadhi do Lugar de Infinitos Significados, corpo e mente imóveis.

Naquela ocasião caiu dos céus uma chuva de Flores de Mandarava, Flores de Mahamandarava, Flores de Manjushaka, e Flores de Mahamanjushaka, que se espraiou sobre o Buda e toda a grande assembléia. Todo o universo Búdico tremeu de seis formas diferentes.

Naquele momento, toda a grande assembléia de Monges, Monjas, Leigos, Leigas, Seres Celestiais, Dragões, Yakshas, Gandharvas, Asuras, Garudas, Kinnaras, Mahoragas, seres humanos e não-humanos, bem como os Reis Menores, os Reis Sábios Giradores de Roda, todos obtiveram o que nunca haviam possuído antes. Eles regozijaram, alegraram-se, juntaram as palmas das mãos e, com pensamento único, fitaram fixamente o Buda.

Então o Buda emitiu uma luz do tufo de cabelos brancos de entre suas sobrancelhas que iluminou dezoito mil mundos ao leste, sem omitir nenhum deles, desde abaixo do inferno Avichi até acima do céu Akanishtha. Deste mundo Saha eram vistos todos os seres viventes nas seis direções naquelas terras; além disso, eram vistos todos os Budas presentes naquelas terras e todos os Sutras e Leis pregadas por aqueles Budas eram ouvidas .

Também eram vistos os Monges, Monjas, Leigos e Leigas naquelas terras, que praticaram e atingiram a Via . Além disso, eram vistos os Bodhisattvas e Mahasattvas, as várias causas e condições, as várias crenças e compreensões, e os vários aspectos da sua prática da Via do Bodhisattva .

Além do mais, via-se o parinirvana dos Budas e, após o parinirvana dos Budas, a construção de torres decoradas com os sete tesouros para guardar suas relíquias .

Então, o Bodhisattva Maitreya teve este pensamento: “Agora, o Honrado pelo Mundo manifesta sinais de grandes poderes transcendentais. Qual é a razão para esses prodígios? O Buda, o Honrado pelo Mundo, entrou agora em Samadhi; contudo, esses sinais são eventos inconcebíveis e raros. Quem poderia questionar a respeito deles? Quem poderia responder”?

Ele ainda pensou: “O Príncipe do Dharma, Manjushri, conviveu no passado e fez oferecimentos a inumeráveis Budas. Seguramente ele presenciou tais raros sinais. Eu irei agora questioná-lo”.

Com relação a isso os Monges, Monjas, Leigos e Leigas; bem como os seres celestiais, dragões, espíritos e outros; todos tinham este pensamento: “Quem indagaria agora a respeito da luz brilhante do Buda e dos sinais de grande poder transcendental”?

Naquele momento, o Bodhisattva Maitreya, desejando resolver sua própria dúvida e, além disso, considerando os pensamentos da assembléia dos quatro tipos de crentes reunindo Monges, Monjas, Leigos e Leigas; bem como os pensamentos dos seres celestiais, dragões, espíritos e outros ali reunidos; questionou Manjushri da seguinte maneira:

“Quais são as razões para esses prodígios, para esses sinais de grande poder transcendental, para a emanação desta grande luz que ilumina dezoito mil terras ao leste, de tal forma que os adornos em todos aqueles mundos Búdicos são completamente vistos”?

Naquele momento, Manjushri dirigiu-se ao Bodhisattva e Mahasattva Maitreya e a todos os grandes senhores, dizendo: “Bons homens, em minha opinião, o Buda, o Honrado pelo Mundo, agora deseja pregar a grande Lei, fazer cair a grande chuva da Lei, tocar a grande concha da Lei, bater o grande tambor da Lei, e proclamar a grande doutrina da Lei”.

“Bons homens, eu estive, no passado, na presença de outros Budas, e vi tais presságios. Tendo emitido esta luz, eles imediatamente pregaram a grande Lei. Portanto, seria de se esperar que a manifestação de luz pelo presente Buda seja também assim. Em razão do seu desejo de levar todos os seres viventes a ouvir e compreender esta Lei, que no mundo é a mais difícil de entender, é que ele manifesta esses presságios”.

“Bons homens, como no passado, há incontáveis, ilimitados, inconcebíveis asamkhyas de kalpas atrás, existiu um Buda chamado Brilho da Chama do Sol e da Lua, Tathagata, Merecedor de Ofertas, de Conhecimento Correto e Universal, de Lucidez e Conduta Perfeitas, Bem Aventurado, um Cavaleiro Insuperável que Compreende o Mundo, um Herói que Subjuga e Doma, um Mestre de Seres Celestiais e de Pessoas, Buda, Honrado pelo Mundo que expõe a Lei Correta, boa no início, boa no meio, e boa no fim; seu profundo significado e longo alcance; suas palavras inteligentes e sutis; puro e inalterado, íntegro com as marcas da pureza, de conduta perfeita”.

“Para aqueles que buscavam ser Ouvintes, ele respondia com a Lei das Quatro Nobres Verdades, através da qual se pode superar o nascimento, a velhice, a doença e a morte para atingir o Nirvana; para aqueles que buscavam ser Pratyekabudas, ele respondia com a Lei dos Doze Elos da Causalidade; em prol dos Bodhisattvas, ele respondia com os Seis Paramitas, fazendo-lhes atingir o Anuttara-Samyak-Sambodhi e alcançar a sabedoria que abarca todos os fenômenos ”.

N.T. - Seguirão trechos selecionados do Sutra, dada a impossibilidade de publicá-lo na íntegra neste Blog.

Arquivado em: O SUTRA DE LOTUS I

1 Comentário »

  1. Comentário por André Felipe L. de C. e Camargo — 17 17UTC jul 17UTC 2006 (11:36)

    O seu Blog ficou muito bom e acho legal a divulgação do budismo para os nossos conhecidos.
    Abraço.

    André Felipe

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